DIREITOS LEGAIS E MORAIS

Cristina Lacerda


Imagine que você é um publicitário e fez um projeto de vendas para um cliente.

Cuidou de cada detalhe, esmerando-se na ilustração, desvelando no aprimoramento e enriqueceu-o dia a dia, retocando aqui ou acolá, e o denominou de Projeto Verde.

Apresentou-o ao cliente e aos participantes de simpósio.

Fez o maior sucesso.

Acontece que, um profissional da área, copiou-o, adaptando com outras ilustrações e mudando o nome para Projeto Azul.

E passou a visitar os clientes em potencial mostrando o seu projeto, embora não diga que o projeto é dele, simplesmente omite quem é o autor.

Recebeu até elogios e os agradeceu, mas não teve como dizer que não foi o autor intelectual do mesmo, não coragem para dizer que apenas foi o copista.

Lá no íntimo sabia não ser merecedor, mas fez ouvidos de mercador para a voz da consciência.

E, você, autor do projeto, como você se sentiria ao saber?

Pois é. Da mesma forma ocorre quando pegamos uma poesia, um texto, uma crônica e omitimos quem seja o autor.

Além dos direitos autorais, tem o moral, que é o principal (rimou até, rs.)

Mesmo que não tenhamos conhecimento de quem possa ser, não devemos omitir que é de autor desconhecido, pois para os demais passa-se a impressão que é nosso.

Para que possamos ter o nosso direitos assegurados temos que aprender a respeitar os direitos alheios.

Nem se trata de legalidade; é uma questão de coerência. Vivemos apregoando tantas coisas e manifestamos respeito por tantas causas, quando na verdade, por nada, deixamos de exemplificar nas mínimas coisas.

Seria pedir muito se sugerisse que, com o mesmo cuidado com que as mensagem são elaboradas em termos de visual ou mesmo o posts dos fotologs, também houvesse a preocupação de creditar a quem de direito?

Caso sintam empatia, por gentileza repassem, a fim de que possamos alertar as pessoas, em uma franca demonstração de civilidade.

 

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